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2020-06-04

Assista ao webinar Rosqueamento em Aço Inoxidável

 

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Sucesso absoluto de público, o webinar “Rosqueamento em Aço Inoxidável", ministrado em parceria pela Dormer Pramet e Quimatic Tapmatic no dia 02 de junho, levou bastante conteúdo aos profissionais da indústria que participaram ao vivo do treinamento.

O evento online trouxe informações detalhadas sobre as principais características do aço inoxidável, bem como a respeito das técnicas, ferramentas e soluções para rosqueamento do material, com exemplos práticos para otimizar processos e reduzir custos.

Ministrado por Marcel Nunes, supervisor técnico da Dormer Pramet, e por Alexandre Baroni, consultor técnico da Quimatic Tapmatic, o webinar também abriu espaço para dezenas de perguntas enviadas pelos participantes.

Algumas dessas perguntas foram respondidas ao vivo durante a apresentação, as demais após o webinar pelos próprios técnicos. Todas as respostas podem ser conferidas agora neste artigo.

O vídeo na íntegra está abaixo:

 

Com um alto nível de interação, recebemos inúmeras perguntas sobre o assunto. Como não houve tempo dentro do cronograma para responder à todas, as elencamos aqui abaixo, com suas respostas:

Perguntas e Respostas

Qual a diferença entre cut taps e form taps?

Um é corte e outro é deformação do material que não gera cavaco. Essa é a grande vantagem, durante o processo de laminação você não tem a geração de cavaco.

Explicando um pouco mais: no Macho de Corte o material é cortado e, desta forma, as fibras do material são cortadas formando o perfil da rosca. Já no Macho Laminador, os lóbulos do macho fazem a deformação do material, empurrando e formando a rosca, sem o corte das fibras do material

Qual a diferença entre roscar com macho flutuante e rígido?

A fixação rígida é mais adequada para máquinas CNC, onde a sincronização do processo é feita pela própria máquina. Na fixação flutuante, o sistema faz a compensação axial e radial em máquinas convencionais, onde não há sincronização da máquina

Qual a diferença básica de dados de corte e vida útil no rosqueamento de aço inoxidável austenítico e martensítico?

No inox austenítico, que tem uma dureza inferior, podem ser empregadas velocidades de corte ligeiramente maiores (7~12m/min), enquanto que no inox martensíticos as velocidades de corte são inferiores (5~10m/min).

No que diz respeito à lubrificação, não há diferenciação, recomendando-se a mesma para os dois tipos.

Qual a melhor estratégia de usinagem para aumentar a velocidade no aço inox?

Podemos usar o cálculo de rotação e avanço VC*318/D macho F= passo x Rotação.

Quanto à refrigeração/lubrificação, é possível explorar melhor toda a capacidade do conjunto, máquina e ferramenta, em termos de desempenho e velocidade de corte. Lembrando que o óleo é uma ferramenta líquida, que tem como função dar suporte às exigências técnicas do processo, preservando assim a ferramenta.                    Como sugestão de um fluido para inox com alta qualidade, recomendamos o Quimatic 3 Super Fluido Ecológico.

Qual o macho máquina, velocidade de corte e o fluido de corte mais adequados para rosquear aço inox fundido super duplex (furo cego, rosca 1/4″ UNC)?

Indicamos a linha Shark anel azul e quanto ao fluido de corte, Super Fluido Quimatic 3 – Ecológico.

Qual a folga ideal entre e furação e a rosca em inox?

O ideal é D = D-P, até 1,5% acima (+0,05).

Qual broca ideal para furar aço inox?

Recomendados as brocas com ângulo de ponta ~135°.

Existe algum processo mais específico de rosqueamento para aços super duplex ou podemos utilizar o mesmo do aço inoxidável comum?

São indicados machos específicos em aço rápido cobalto sinterizado e com afiação específica para desempenho superior. Em relação à lubrificação, utilizar um bom fluido, como o Quimatic 3 Super Fluido Ecológico.

Porque as ferramentas de aço rápido ficam cegas tão rapidamente?

Devido à menor resistência ao desgaste em relação às ferramentas de metal duro.

A falta de uma lubrificação adequada, contribui para o desgaste prematura das ferramentas. 

Qual a frequência ideal para colocar o óleo e não ter o aquecimento no corte?

A lubrificação deve ser contínua a fim de evitar choque térmico. O choque térmico provoca microtrincas nas arestas de corte, levando ao lascamento, o que reduz drasticamente a vida útil da ferramenta, ou até mesmo quebra. Lembramos que a aquecimento se dá por lubrificação deficiente, que pode ocorrer devido à baixa qualidade do óleo, quantidade insuficiente, óleo muito diluído ou por posicionamento errado do fluxo lubrificante/refrigerante.

As condições da máquina podem influenciar no rendimento da ferramenta? O quanto um fluido de boa qualidade pode ajudar no desempenho?

Sim, o conjunto máquina/peça/ferramenta deve ter um equilíbrio entre ferramenta ideal, máquina em boas condições e fixação rígida. Em geral, o fluido ajuda na melhoria da usinabilidade, baixando temperatura. Um bom fluido diminui o esforço de corte, atrito e contribui para preservar a ferramenta. Além de reduzir o tempo de usinagem e gerar economia de energia.

Utilizar banha de porco ajuda e diminui o desgaste do macho no inox?

Sim ajuda, é melhor do que nada! Mas lembramos que uma boa lubrificação depende da qualidade do fluido e da eficiência da aplicação. Atualmente temos muitas tecnologias empregadas na formulação dos fluidos, com aditivos que aumentam muito sua eficiência. Para escolha do melhor método na lubrificação do seu processo, deve ser considerada a questão custo-benefício. E o mais barato no processo é o lubrificante. A ferramenta de corte e o tempo são sempre o maior custo no processo.

Que tal um webinar sobre otimização de processo de fresamento?

Esta é uma boa sugestão para um próximo treinamento. Seja qual for o processo de usinagem, sempre é preciso uma boa refrigeração e lubrificação.

Qual a ferramenta recomendada para rosqueamento externo de tubo de aço inox?

Precisamos analisar o tipo de peça e operação. Mas, no geral, poderá ser feita em torno com ferramentas adequadas, ou por rosqueadeiras específicas para tubos, que utilizam cossinetes próprios. Recomendamos neste caso o uso de Macho Shark anel azul e também o óleo para rosquear Quimatic EP.

Qual a estratégia de rosqueamento para corte interrompido?

Recomendamos velocidades de corte mais baixas. E independente da ferramenta, é fundamental a lubrificação apropriada para o tipo de material.

Os óleos utilizados para usinagem em Aço Inox são os mesmos utilizados por exemplo para aços ligas?

Sim, podem ser os mesmos.Se for referente a óleo solúvel, o que pode variar é sua concentração, pois, quanto mais concentrados, mais lubrificantes serão. Recomendamos, sempre que possível, que a concentração do óleo seja maior em operações e/ou em materiais com maior dificuldade de usinabilidade. Como referência, o óleo solúvel normalmente trabalha com diluição de 5% (1:19). A diluição de 10 a 15% resultará em maior lubricidade. Ressaltando que sempre devemos avaliar o conjunto: máquina, ferramenta, operação e operador. A lubrificação tem que atender a todos requisitos técnicos, e também ao bem-estar do operador. Por isso a importância de produtos de qualidade e ecológicos.

Se falarmos de fluído, SUPER FLUÍDO QUIMATIC 3 – Ecológico.

Como ter uma performance melhor no trabalho de inox?

Utilize ferramenta voltada para esta aplicação e dados de corte de acordo com o recomendado pelo fabricante. Também é importante uma lubrificação com produto de qualidade e específico para inox. SUPER FLUÍDO QUIMATIC 3 – Ecológico.

Qual a concentração de óleo ideal para obter uma boa rosca com machos de corte em uma peça?

Concentração é encontrada em óleos solúveis em água. Em geral na máquina é utilizada a 5% (1:19). Mas, sempre que possível, de acordo com a complexidade da operação, trabalhar com concentração maior, por exemplo 10% ou 15% Considerando sempre que o fluido de corte, que é INTEGRAL, usado puro. Específico para o material, será mais eficiente, principalmente em inox.

Como proceder no rosqueamento de aço inox 304? Uso broca 7.5 para furar e rosquear na sequência parafuso M8? Utilizo fluido Quimatic para aços inox?

O diâmetro de furação recomendado é: D macho – passo da rosca => 8 – 1,25 = 6,75mm. Para lubrificação indicamos Quimatic 3 Super Fluido Ecológico.

É adequado fazer rosqueamento usando MQL?

O sistema de lubrificação MQL é tecnicamente muito eficiente para a grande maioria de operações de usinagem, inclusive rosqueamento. Seu limitador maior é o posicionamento correto, onde se consiga ter acesso próximo a ferramenta, fazendo com que ar e líquido chegue à área de corte de forma eficiente. 

Deve-se sempre lubrificar o macho/ferramenta na entrada e no sentido do furo, aplicando o jato na lateral, conforme seu avanço, para garantir que o fluido chegue aos filetes durante a operação. Temos muitos casos de sucesso em rosqueadeiras automáticas de bancada, em tornos, fresadoras, rosqueadeiras pneumáticas articuladas, etc, sempre utilizando o fluido lubrificante adequado, com economia de líquido e limpeza.

Em geral, com um bom posicionamento, conseguimos redução de temperatura de processo e aumento do redimento da ferramenta.

Rosca M16 x 2,0 em inox 304, torno CNC Centur 30D, qual macho e condições adequadas?

Para furo passante macho recomendamos Shark anel azul – ponta helicoidal E240M16 ou para furo cego macho Shark canal helicoidal E238M16.

Quais os parâmetros de usinagem? Rotação, avanço?

A recomendação é VC – 7~12m/min F = NxRPM

Qual o lubrificante correto para usar nos machos?

A Quimatic Tapmatic possui uma linha de fluidos destinados a diferentes tipos de materiais: Quimatic 1 para todos os metais, exceto alumínio; Quimatic 2 para alumínio e metais amarelos. E Quimatic 3 Super Fluido Ecológico, para inox e metais de alta dureza. Estas opções de produtos estão disponíveis também em versão ecológica.

Poderiam fornecer dicas para um bom resultado?

Recomendamos para máquinas convencionais, machos com revenimento a vapor. Já para centros de usinagem e máquinas CNC, machos de aplicação específica (Shark anel azul).

Lembramos que com uma boa refrigeração/lubrificação é possível explorar melhor toda a capacidade do conjunto, máquina e ferramenta, em termos de desempenho e velocidade de corte. O óleo é uma ferramenta líquida, que tem como função dar suporte às exigências técnicas do processo, para preservar a ferramenta e economizar energia. Como melhor fluido para inox, recomendamos o Quimatic 3 Super Fluido Ecológico

No caso de falta de energia no meio de uma operação de rosqueamento, existe o risco de danificar os filetes de rosca?

Sim. Paradas repentinas causam picos de torque e esforço, podendo além de danificar os filetes, quebrar o macho.

Como fazer rosca profunda com macho/máquina na fresadora ferramenteira de uma forma a preservar o macho?

Roscas profundas >3xD tornam-se um desafio em máquinas CNC, e ainda mais em máquinas convencionais. Deve-se trabalhar em velocidades de corte reduzidas. E independente da especificação técnica do fabricante do macho, é importante a utilização de um bom fluido de corte específico para cada tipo de material a ser trabalhado. A Quimatic Tapmatic tem uma linha específica: Q1, Q2 e Q3.

Qual é a vantagem do lubrificante, e o que é melhor, quantidade ou dosagem correta?

Com uma boa refrigeração/lubrificação, é possível explorar melhor toda a capacidade do conjunto, máquina e ferramenta, em termos de desempenho e velocidade de corte. Lembrando que o óleo é uma ferramenta, que tem como função dar suporte às exigências técnicas do processo, preservando a ferramenta e economizando energia.

Quando a aplicação é por quantidade, estamos falando em refrigeração. Quando nos referimos a lubrificação, deve ser feita com fluido adequado ao material, aplicado na dosagem necessária e de forma contínua.

Qual tolerância de broca para rosca em inox, avanços, e rpm, para rosqueamento sem mandril com embreagem em centro de usinagem?

Vamos lá. Broca = Drosca-passo, podendo furo ser 1 a 1,5% maior (+0,05mm). F= Nxpasso, rotação de acordo a velocidade de corte especificada pelo fabricante.

Ao se rosquear inox com máquina mecânica é indicado uso do “pica-pau" ou rosqueamento direto? Fluido de lubrificação abundante ou névoa MQL?

Opte pelo rosqueamento direto sempre. O ciclo intermitente “pica-pau" gera momentos de força e picos de torque, ocasionando a quebra do macho.

Quanto à lubrificação, tecnicamente ela poderá ser utilizada em ambos os processos. O sistema de lubrificação MQL é tecnicamente muito eficiente para a grande maioria de operações de usinagem.

Quais VC para os tipos mais comuns de inoxidáveis, tipo 304, 316, 316L e as condições para execução do rosqueamento em centro de usinagem sem o auxílio de mandril flutuante?

Recomenda-se VC de 7 a 12 metros, dependendo do tipo do macho (uso geral ou específico).

Qual o melhor refrigerante para usinagem de aço inox 314L

Depende do tipo de operação ou máquina. Para usinagem convencional pode ser utilizado o óleo solúvel Quimatic ME-1, diluído a 5%. Caso existam exigências como furação, rosqueamento e acabamento, se possível, recomenda-se concentrar o óleo a 10% ou mais, dependendo do grau de dificuldade.

O que fazer quando o macho não aguenta muitas roscas 8 em inox?

Verifique o diâmetro da broca utilizada, se estiver com 6,75, pode aumentar até 1,5% o diâmetro = + 0,05 que poderá aumentar consideravelmente a vida útil. Se não resolver, opte por machos para aplicação específica = Linha Shark anel azul.

Lembramos que a operação tem que ser muito bem lubrificada. Recomendamos o Quimatic 3 Super Fluido Ecológico, que atende às exigências do rosqueamento e aumenta a durabilidade.

Em toda rosca em Aço Inox deve ser feito o furo 0.1mm maior para não quebrar o macho?

É recomendado de 1 a 1,5% maior – +0,05mm.

Como avaliar se um macho está cortando antes de fazer o processo de rosqueamento?

É bom verificar se não há rebarbas nos filetes do macho, que podem ser defeitos de fabricação. Se a afiação está correta e sem rebarbas nos filetes, normalmente não haverá problema no corte.

Nos testes de campo, até que faixa de dureza é aceitável no aço da ferramenta?

Recomendamos para aços a ferramenta macho Shark anel vermelho com tensão até 1000 N/mm2. Ou macho Shark anel negro para tensão superior a 1200 N/mm2 e dureza até 50 HRC.

Quais os tipos de macho têm mais chance de quebrar ao fazer uma rosca em um aço inoxidável? 

O risco é maior em machos convencionais e brilhantes. Lembramos também que, sem a lubrificação adequada, toda ferramenta será mais exigida, aumentando o risco de quebra.

Qual a tolerância nos furos a ser rosqueados?

A tolerância é de D = (Drosca – P) + 0,05 a depender das condições de máquina e material

Qual melhor fluido para tornear e fazer roscas em inox?

Para torneamento pode-se utilizar o óleo solúvel Quimatic ME 1, em concentração de 5% a 10%. Para rosqueamento, o Super Fluido Quimatic 3  Ecológico.

Qual a Melhor técnica para abrir roscas no inox?

Utilizar machos de corte de aplicação específica ou machos laminadores

Para rosqueamento, o Super Fluido Quimatic 3  Ecológico.

Quais principais fatores que influenciam na quebra do macho e como evitar?

O problema pode ocorrer devido à velocidade de corte fora do especificado, paradas repentinas e baixa rigidez da fixação entre outros fatores. Outro motivo é a falta de lubrificação adequada.

Além de parâmetros de corte melhores, qual a performance da vida útil da linha Shark?

A linha Shark tem uma vida útil maior em torno de 50% em relação aos machos tradicionais. Lembramos que uma boa lubrificação complementa o processo, ajudando a preservar a ferramenta.

Aquele pequeno “defeito" na crista da rosca não se constitui um ponto de fragilidade?

Não, ele é intrínseco ao processo. É uma sobra de material. Uma vez que estamos empurrando o material, ele acaba criando na crista aquela falta de material. Mas ele não influencia negativamente no sentido de fragilizar a rosca. Não vai acontecer isso, pelo contrário. Em análises de torque de fixação e força, demonstra-se que a rosca laminada é muito superior e mais resistente que a rosca cortada.

Com relação aos machos da linha Shark dedicados ao inox, tem algum comparativo de ganho com relação aos convencionais?

Na apresentação falamos de 7 metros de velocidade de corte com macho tradicional, brilhante e sem tratamento, e de 12 metros para um com a tecnologia Shark. Então estamos falando de mais de 50% de aumento de velocidade de corte. E isso se transfere também para a vida útil, ou seja, mais de 40% de vida útil se comparando os dois tipos de macho.

Como fica a refrigeração da ferramenta no processo de névoa?

Algumas variáveis associadas podem interferir na eficiência do processo de lubrificação por névoa, como máquinas abertas, peças pequenas com grande remoção de material, falta de espaço para posicionamento adequado, e outras.

O sistema de lubrificação MQL (névoa) é tecnicamente muito eficiente para a grande maioria de operações de usinagem, inclusive rosqueamento. Seu limitador maior é o posicionamento correto, onde se consiga ter acesso próximo da ferramenta, fazendo com que ar e líquido cheguem à área de corte de forma eficiente. Deve-se sempre lubrificar o macho/ferramenta na entrada e no sentido do furo, aplicando o jato na lateral, conforme seu avanço, para garantir que o fluido chegue aos filetes durante a operação.

O mesmo se aplica a uma fresa, suporte de pastilha, etc, sempre se certificando que a lubrificação atinja a peça e a ferramenta.

Temos muitos casos de sucesso em rosqueadeiras automáticas de bancada, em tornos, fresadoras, rosqueadeiras pneumáticas articuladas, etc, sempre utilizando o fluido lubrificante adequado, com economia de líquido e limpeza.

Com o nebulizador bem posicionado no processo e com o fluido adequado, em geral conseguimos reduzir a temperatura.

Como melhorar o processo de rosqueamento de aço 304? No rosqueamento de um parafuso 5/16", a mínima bitola de broca que consigo é 7,2 mm. Uso Quimatic número 3 no processo?

Quando se trata de pré-furo, sempre que falamos de material mais duro, o rosqueamento tradicional é o diâmetro da rosca menos o passo. Quanto maior a dureza ou quanto maior o grau de dificuldade na usinabilidade, podemos reduzir isso para menos 1%, menos 1,5%. Então se estamos falando de 7.2, então 7.25 ou 7.3 é uma recomendação melhor para ter uma vida útil prolongada e ter um menor grau de esforço durante o processo. E se você está trabalhando com um macho brilhante, sem cobertura ou tratamento, um macho com tratamento a vapor na superfície vai te dar uma melhor durabilidade. Caso esteja trabalhando com macho de aço rápido normal e passar para um sinterizado, seus níveis de velocidade de corte vão subir, e como consequência, a vida útil também será superior.

Quanto a lubrificação, utilizar SUPER FLUÍDO QUIMATIC 3 – Ecológico

Quanto à lubrificação, é necessário avaliar o processo de aplicação (manual, MQL ou recirculante) e o tipo de máquina?

Sim, temos variedades de opções, e algumas se adequam mais a cada tipo de material, operação e processo.

Para as operações, temos como melhores opções o Quimatic 3 Super Fluido Ecológico e o Óleo solúvel semissintético ME-1. No caso do óleo solúvel, quanto mais concentrado, melhor será a lubrificação.

Entre o Fluido de Corte NR 1 e o NR 3, para o Aço Inox, o NR 1, também pode ser utilizado?

Dependendo da liga de inox, o Quimatic 1 pode funcionar bem. Mas o Quimatic 3 é recomendado como opção certeira, que faria todas as ligas, inclusive as não-inox.

Isso pode ser aplicado para roscas esquerdas?

As roscas esquerdas normalmente são roscas especiais, com ferramentas feitas sob medida. As condições de corte, sob as mesmas características de fabricação, podem ser seguidas. E neste caso, uma boa escolha da lubrificação é igualmente importante.

No caso da usinagem no torno, como saber qual a quantidade necessária de óleo para usinagem?

A quantidade necessária é variável dependendo da operação que será executada. Basicamente o profissional aplica o líquido e avalia a questão de fumaça e acabamento. É necessária a escolha de um bom fluido, como o Quimatic 3 Super Fluido Ecológico ou o Quimatic 1. Dependendo do material a ser utilizado, pode-se se escolher um outro fluido mais específico.

No caso de refrigerantes e/ou lubrificantes no processo de recirculação, como saber a hora de trocar?

O pH e a concentração são pontos muito importantes para a manutenção do óleo. Você irá trocar o óleo quando ele começar a ter contaminações e quando há muito tramp oil no tanque da máquina. Essas complicações, se não forem tratadas, irão aumentar, chegando ao ponto de gerar colônias de bactérias e fungos. Então o pH vai caindo. Por isso é importante ir verificando o PH com a fitinha para analisar a qualidade da solução.

No caso do duplex e super duplex, as velocidades de corte devem ser reduzidas?

Sim. Inox duplex e super duplex são materiais de maior dificuldade de usinagem. Lembre-se também que uma boa escolha da lubrificação é igualmente importante.

O Aço 420 pode ser considerado um Aço Inoxidável?

Sim, o aço 420 é um inox fundido ou não, que classificamos dentro da família martensítica. Ele é muito utilizado na indústria de moldes e matrizes, por exemplo. E tem características diferentes dos aços 304 e 316, que são aços austeníticos.

O material denominado como VMEC 134AP apresentaria melhor usinabilidade com parâmetros de corte para aço carbono ou seria mais próximo de aço inoxidável?

Trata-se de material utilizado para a fabricação de tubos sem costura. É considerado aço carbono com adição de manganês. É um material de boa usinabilidade, com característica de usinabilidade próxima a dos aços ligados.

O sistema Quimatic Tapmatic de MQL é contínuo ou por pulsos?

É continuo. A lubrificação tem que ser contínua e adequada ao processo para não gerar choques térmicos. A vida útil é muito variável, a gente faz um teste inicial medindo a temperatura da operação normal, com o processo utilizado atualmente no cliente. Com MQL, com o nebulizador e o fluido adequado, você mede primeiramente a temperatura do processo. Em geral é possível baixar a temperatura em relação ao processo atual. A vida útil é bem variável, mas temos casos bem significativos de 20 a 30%, 40% nos casos extremos. Há bastante casos de resultados positivos no processo.

Os óleos da família ME, além de ser aplicados nos aços inoxidáveis austeníticos, podem ser utilizados nos aços inoxidáveis duplex?

Do ponto de vista de lubrificação, nós analisamos a questão de calor e lubrificação básica da operação. Não conseguimos diferenciar a lubrificação de um inox maior ou menor. A linha ME é de óleos solúveis para operações básicas, como desbastes, até uma furação normal. Mas a predominância do processo é a refrigeração, tirando calor da operação para preservar a ferramenta. Lógico que também com acabamento, mas em menor intensidade.

Para furos passantes qual a melhor forma de lubrificação? Colocar o óleo diretamente no furo ou na ferramenta?

A lubrificação deve ser direcionada no sentido do furo, atingindo broca. Quando a broca iniciar o processo, broca e material estarão lubrificados. Durante o processo, o fluxo de lubrificação aplicado na lateral da broca será direcionado ao furo pelos canais laterais da broca, lubrificando com eficiência o processo e ajudando na expulsão do cavaco.

Posso utilizar os machos da linha Shark em todo tipo de aplicação e máquinas?

Sim. Temos diferentes cores de anéis, que são correspondentes a cada grupo de material a ser usinado: Anel Amarelo – aços de carbono; Anel vermelho – aços ferramenta; Anel azul – aços inoxidáveis; Anel branco – ferro fundido; Anel negro – aços ligados e tratados de alta tensão.

Quais são os materiais de aplicação e onde podem ser aplicados?

Norma ISO 513. Ferramentas específicas para cada grupo – Linha SHARK

Qual a VC exata para rosqueamento em inox? Qual a melhor linha indicada para o Aço E420?

Vai depender da ferramenta selecionada; pode variar de 7 a 12 m a depender da ferramenta e do material. Lembrando que a boa escolha do fluido, aplicado com eficiência, tornará possível o trabalho com as maiores velocidades permitidas pela ferramenta e pela máquina.

Qual costuma ser a profundidade do decalque na rosca a laminação?

A profundidade de decalque é relativa, sempre que se fala de laminação temos de falar de uma profundidade relativa. O mais comum é de 2,3 a 3 vezes D para uma rosca estar de forma adequada.

Qual é o custo da Lubrificação no processo de usinagem?

De maneira geral, sem especificarmos o processo, a lubrificação é uma grande ferramenta auxiliar. Quanto mais cara for a ferramenta a ser utilizada e mais complicados o processo e a usinabilidade do material, maior será o benefício da boa lubrificação. Se for possível mensurar o rendimento do ferramental por volume de material removido e a produtividade por peça usinada x hora máquina, este melhor custo-benefício ficará ainda mais evidente.

Vale lembrar que a lubrificação é a parte mais barata do processo. Ela permitirá explorar todo o potencial do conjunto ferramenta/máquina. Outro custo importante é o consumo da lubrificação no processo. Ou seja, a durabilidade do óleo no tanque da máquina e seu possível descarte. A escolha de bons óleos solúveis e fluidos, e seu monitoramento adequado, ajudam muito a conseguir utilizá-los da forma e mais econômica possível.

Qual fluido é uma primeira opção?

Para escolha do fluido, devemos primeiramente avaliar qual o material a ser utilizado. Assim escolher o fluido específico, que levará a melhores resultados. Na linha Quimatic temos: Quimatic 1 – Todos os metais, exceto alumínio; Quimatic 2 – Alumínio e metais amarelos; e Quimatic 3 Super Fluido Ecológico, para metais ferrosos, amarelos, metais de alta dureza e inox.

Qual macho indicado para furo cego e passante para material de 50HRC?

Machos da linha SHARK anel negro. E o uso de um bom fluido ajudará muito no processo, principalmente no caso do furo cego.

Qual o perigo de utilizar o fluido de corte inadequado para rosqueamento?

Tanto o fluido quando a ferramenta têm que ser bem dimensionados para que o processo tenha o melhor aproveitamento possível. Quanto ao uso do fluido, é muito importante escolher o melhor fluido de corte para a operação. E a escolha vai depender do esforço necessário, do grau de dificuldade e complexidade desta operação.

Mas o risco da escolha inadequada basicamente é: você pode ter um resultado que não queria, como diminuição de acabamento, rugosidade, problema depois na calibração de rosca, e chegando aos extremos, até de quebra, como um macho quebrar dentro de um alojamento.

Quanto de vida útil conseguiria aumentar a este sistema de refrigeração?

Existem muitas variáveis em resultados de usinagem e rendimento de ferramenta. Tipo e conservação de máquina, processo, ferramenta, operador, etc… Como comparativo, em situações extremas de usinagem a seco, conseguimos mensurar aumento em mas de 60% no rendimento de insertos de fresamento. Em casos de situações lubrificadas, consideramos que sempre conseguirá melhorar rendimento melhorando condições de refrigeração. Sendo com maior concentração do óleo solúvel, melhor fluído de corte e/ou a introdução de um sistema de MQL. Sempre devemos avaliar o processo do cliente e a melhor opção em viabilidade.

Qual a broca ideal para furação?

Vai depender do fator máquina, a máquina do cliente tem que ser adequada para cada situação. Para máquinas convencionais com baixa velocidade de corte pode-se utilizar brocas de aço rápido com cobalto, com ângulos de afiação de 118 a 135 graus. Obviamente se eu tenho um centro de usinagem com maior recurso, uma broca de metal duro, com toda afiação pertinente com refrigeração interna, como a linha Shark, ela vai ter um desempenho muito superior. De modo geral, para as operações convencionais a Dormer Pramet possui as brocas A 147, A108, que são brocas dedicadas para furação em aço inoxidável e com desempenho superior em relação às brocas rápidas de aço tradicional. Para a linha de metal duro, para centros de usinagem, a empresa conta com a linha Force M, que é uma broca também dedicada para furação em aço inoxidável, com refrigeração interna e tudo mais.

Lembrando que em todos os casos, é sempre necessário um fluido de corte de qualidade para ajudar no processo e na preservação da broca.

Posso utilizar ferramentas combinadas em aço inox?

As ferramentas combinadas tipo broca macho, são ferramentas dedicadas para reduzir etapas ou seja, já furam e abrem rosca na sequência. Sim estas ferramentas podem ser aplicada em aço inoxidável. O limitante é o comprimento da rosca, por se tratar de brocas macho estamos falando de superfícies curtas, como chapas e peças onde temos uma superfície não superior a ½ polegada, a 5/8 no máximo, então são situações onde há comprimentos menores. Se estamos falando de uma chapa de aço inoxidável ou de uma rosca mais curta, com certeza não há nenhum impedimento para o uso da broca macho.

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